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Muito Além do feriado do Trabalho – 1º de Maio

Como quase tudo na vida que surge como algo diferenciado e revolucionário em prol da sociedade o governo, sempre da um jeito de reverter as revoluções a seu favor, mas isso, somente por homissão de direitos do cidadão de que desiste de suas lutas por medo ou se acomoda em sua preguiça.

Conheça a verdadeira história sobre o feriano do dia 1º de Maio, dia do Trabalho, escrita por BERNARDO KOCHER, professor de História da Universidade Federal Fluminense (UFF) e autor da dissertação “Luto-Luta: O Primeiro de Maio no Rio de Janeiro (1890-1940)” (UFF, 1987).

 

Foi-se o proletariado. Sobrou o feriado.

No Dia do Trabalho não se trabalha. Esta homenagem às avessas vigora em boa parte do mundo capitalista. O 1º de maio hoje é vivido por muitos apenas como mais um feriado no calendário, mas sua criação foi fruto de uma história de lutos e lutas da classe operária.

As referências simbólicas desse período do ano vêm de longe. Os romanos festejavam entre 30 de abril e 3 de maio as “floralias”, festa dos cereais e das flores. A Idade Média manteve viva a tradição, em comemorações pela “expansão da primavera” ou o “signo da alegria”. Ainda no século XVI, surgiu a primeira associação da estação com o mundo do trabalho, quando legislações corporativas instituíram a jornada de trabalho de oito horas. Foi o caso da legislação de Felipe II, da Espanha, que estabeleceu este direito para os mineiros em 1573 e para os demais trabalhadores em 1593.

No século XIX, esta simbologia foi retomada pelo proletariado moderno, que começava a se organizar. Antes mesmo da consagração da data, reivindicações trabalhistas se inspiravam naquele período do ano. O movimento de padeiros irlandeses contra o trabalho noturno e o dominical no século XIX resultou nos “comícios de maio”, como os descreveu Karl Marx (1818-1883).

Mas foi nos Estados Unidos que se consolidou o moderno significado do 1º de maio, numa série de manifestações que culminaram em tragédia. Em 1832, a jornada de oito horas foi a principal reivindicação das greves que estouraram em Boston, na Filadélfia e em Nova York. Três décadas depois, os operários ainda lutavam pela mesma causa, tanto é que em 1869 criaram a “Liga pelas Oito Horas”. Apesar da crescente organização da classe, as condições de vida dos trabalhadores ficaram ainda piores com a depressão econômica que assolou os Estados Unidos entre 1884 e 1885. A situação se tornou tão calamitosa que em 1886 foi convocada uma greve geral para 1° de maio, usualmente o dia nacional da renovação dos contratos de trabalho. No dia 3, cerca de seis mil operários que permaneciam em greve se reuniram em frente à fábrica Mc Cormick Harvest Works, em Chicago. A manifestação, a princípio, era pacífica, mas a polícia resolveu intervir com violência. Graves incidentes deixaram um saldo de seis mortos e 50 feridos. No dia seguinte, operários anarquistas convocaram, com autorização oficial, um ato de protesto contra a ação da polícia. No meio do comício, uma bomba foi arremessada na direção de policiais que tentavam dispersar a multidão.

O episódio desencadeou uma perseguição a líderes do movimento operário. Depois de um processo suspeito, com caráter marcadamente político, sete deles foram condenados à morte por enforcamento e outro, a quinze anos de prisão.

A luta pela comprovação da inocência dos acusados transformou os “oito mártires de Chicago” em símbolo mundial da injustiça do Estado capitalista contra uma classe trabalhadora oprimida. Ainda mais depois que cinco deles foram, de fato, executados. O incidente americano teve influência crucial nos rumos da 2ª Internacional dos Trabalhadores, organização criada em Paris, em 1889, reunindo representantes operários de vários países sob orientação marxista. Neste congresso, a entidade decretou o 1° de maio como Dia Internacional do Trabalho. A data nasce sob o signo da revolta e da luta.

Em torno dela, os operários passaram a promover um grande número de atividades políticas, sociais e culturais — comícios, greves, passeatas, poesias, peças de teatro, bailes, caricaturas etc. — canalizando a pressão pela melhoria de suas condições de vida. O ponto de partida era, ainda, a necessidade de uma jornada de trabalho de oito horas, que lhes permitiria oito horas de lazer e outras oito de descanso.

As manifestações chegaram ao Rio de Janeiro, então capital do Brasil, justamente no período de transição do Império para a República. O novo regime criou a expectativa de que vários direitos de cidadania seriam adotados, e as manifestações que o movimento operário local promoveu entre 1890 e 1906 refletiram esta esperança. Os trabalhadores braçais foram os que mais se interessaram pela proposta, já que não tinham qualquer proteção social nas suas relações com o patronato.

Pouco numerosa e ainda fortemente vinculada ao passado escravista, a classe trabalhadora carioca adotava uma atitude respeitosa na forma de fazer suas demandas. Nas primeiras comemorações do 1º de maio no Brasil, os manifestantes começavam o dia com uma salva de tiros ou de fogos de artifício. Em seguida, uma comissão de operários ia ao cemitério para visitar túmulos de líderes e de antigos companheiros mortos. O sacrifício dos “oito de Chicago” era lembrado em clima de luto.

Outra parte expressiva das manifestações ficava por conta dos “préstitos”, desfiles em que cada categoria profissional carregava seu estandarte pelas ruas do centro da cidade, acompanhadas por bandas que tocavam músicas oficiais. Para a ocasião, os operários vestiam roupas de qualidade, muito diferentes dos trapos usados no ambiente de trabalho. Queriam ser reconhecidos não só pela sua profissão, mas como cidadãos comuns e civilizados, iguais aos demais. Mais do que buscar melhores condições de vida, tratava-se da reivindicação de um novo status social numa sociedade elitista e excludente.

Neste mesmo sentido, eram feitas visitas às redações dos jornais para divulgar a boa conduta da classe, e depois, geralmente havia um comício. À noite, as manifestações continuavam nas sedes sociais das entidades de classe, intercalando comícios e sessões solenes com atividades de lazer.

Mas as reformas políticas e sociais esperadas do novo regime não vieram. Por conta disso, as manifestações do 1º de maio sofreram profundas mudanças. Com o 1º Congresso Operário Brasileiro, entre 15 e 20 de abril de 1906, uma nova orientação torna-se predominante nas formas de se celebrar a data. A tendência do período anterior é invertida: o luto se transforma em luta.

Um jornal editado por trabalhadores do setor gráfico, publicado em 1916, traduz essa mudança de tom no discurso operário brasileiro, ao tentar convencer seus leitores do novo significado do 1° de maio: “Companheiros, hoje não é dia de festas, foguetórios, bailes, etc… mas sim um dia de protesto, de irmos pedir aos senhores conta do sangue de nossos irmãos derramado por nossa redenção a estes senhores desta sociedade sem igualdade e sem liberdade”. Esta era a ótica dos anarcossindicalistas, para quem a greve deveria ser a forma preferencial de manifestação dos trabalhadores. Esta corrente política foi responsável pela mudança, duradoura, do eixo no qual as manifestações de 1º de maio passaram a se inspirar: era um dia de LUTO, não de LUTA, como até então vinha sendo defendido por setores do operariado.

Embora hegemônica, a interpretação dos anarcossindicalistas para o 1º de maio não era a única. “O Congresso aconselha aos operários e respectivos sindicatos que, no caso em que essa data seja decretada dia feriado, iniciem uma forte propaganda no sentido de patentear a incompatibilidade da adesão do Estado a tal manifestação, que é revolucionária e de luta de classes, apontando o seu trágico epílogo a 11 de novembro de 1887”.

Ao longo dos anos 1910 e 1920, a disputa pelo significado da data ocorreu em ambiente de conflito aberto: as áreas não-operárias não buscavam mais conciliação com o discurso dos trabalhadores, e elaboravam outras interpretações. Nesta direção atuaram a imprensa, o Estado e até a Igreja.
Bendito o 1º de Maio, que nos trazes contigo a alegria das flores, o consolo da prece e o descanso festivo dos que trabalham. (Correio da Manhã, 1/5/1911).

É que ela – a data de 1º de Maio – deixou de ser uma simples comemoração dos mártires de Chicago, sacrificados em holocausto aos interesses vitais das classes trabalhadoras, para se transformar numa homenagem da própria Civilização aos seus maiores obreiros, quer mourejem no interior das fábricas e oficinas, quer laborem na liberdade dos campos e dos mares. Pode-se dizer, portanto, que o socialismo a instituiu como a marca inicial de suas reivindicações, e a sociedade aceitou como a festa simbólica de sua gratidão. (A Razão 1/5/1918)


A luta para se definir o significado do 1° de maio se tornaria ainda mais intensa a partir dos anos 1920, quando o comunismo substituiu o anarcossindicalismo na preferência dos operários. Com a ascensão do regime comunista na Rússia em 1917 – e mais tarde no restante da Europa Oriental, após a Segunda Guerra Mundial –, a data ganhou fortes contornos políticos. Enquanto a classe operária conclamava seus companheiros à luta, setores mais conservadores davam outro tratamento à efeméride. Em maio de 1929, o jornal Correio da Manhã publicava uma visão religiosa do feriado, em resposta à influência comunista: “Ontem, os trabalhadores que ainda não se deixaram seduzir pelas utopias comunistas foram à tarde à matriz de Sant’Anna (…). Que ensinamentos lhes terá comunicado o Filho do Carpinteiro?”

Somente na Era Vargas seria elaborado um discurso unificado sobre o 1° de maio no Brasil. O curioso é que esse discurso foi modelado pelo Estado, e não pela sociedade civil. Levantando a bandeira trabalhista, o governo instaurado em 1930 se apropriou da data e a utilizou para fins políticos – para não dizer propagandísticos. Paralelamente às políticas concretas — jornada de oito horas, férias, carteira de trabalho e criação do Ministério do Trabalho —, Vargas investiu em um novo caráter subjetivo para o 1º de maio, afastando-se do significado inicial dado pelos operários à data. O protagonista não é mais o operariado, e sim o Estado, o desenvolvimento econômico, a Nação e o seu dirigente máximo.

Foi uma década de repressão ao movimento operário livre e de instituição de sindicatos atrelados ao Estado. Para regular as atividades do movimento operário, e o mercado de trabalho de forma mais ampla, os sindicatos passaram a ser controlados por normas oficiais, criou-se a carteira de trabalho e foi instituída a Consolidação das Leis do Trabalho. A partir de 1939, o Dia do Trabalho consolidou-se como festividade oficial, conduzida pelo governo. As manifestações passaram a contar com pomposos discursos do presidente no recém-construído estádio do Vasco da Gama. Após a execução do Hino Nacional, postados em torno de um círculo que a todos igualava simbolicamente, Getulio Vargas assim se dirigia ao povo:
Todo trabalhador, qualquer que seja a sua profissão, é (…) um patriota que conjuga o seu esforço individual à ação coletiva em prol da independência econômica da nacionalidade. O nosso progresso não pode ser obra exclusiva do governo, e sim de toda a Nação, de todas as classes, de todos os homens e mulheres que se enobrecem pelo trabalho, valorizando a terra em que nasceram.
(…)
A sociedade brasileira felizmente repele, por índole, as soluções extremistas. Corrigidos os abusos e imprevidências do passado, poderemos encarar o futuro com serenidade, certos de que as utopias ideológicas, na prática verdadeiras calamidades sociais, não conseguirão afastar-nos das normas de equilíbrio e bom senso em que se processa a evolução da nacionalidade. (Correio da Manhã, 3/5/1940).

Nem luto, nem luta. O 1º de maio nunca mais seria o mesmo no Brasil. E no mundo, também não. As décadas recentes nos afastaram do significado político que lhe deu origem. Isto se deve, por um lado, à derrocada da União Soviética e dos regimes comunistas do Leste europeu, e, por outro, às novas formas de produção: flexível e volátil, o capitalismo globalizado disseminou fábricas por vastas regiões do planeta, articuladas pela informática e pelos meios de comunicação. Este processo desconstruiu o proletariado industrial típico dos séculos XIX e XX, disseminando a produção industrial por vários continentes do planeta, alcançando a Ásia.

Foi-se o proletariado. Sobrou o feriado.

Saiba Mais Sobre o 1º de Maio – Livros:
ABENDROTH, Wolfgang. A História Social do Movimento Trabalhista Europeu. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.
DEL ROIO, José Luiz. O 1º de Maio. Cem Anos de Luta. 1886-1986. São Paulo: Global, 1986.

DOMANGET, Maurice. Historia del Primero de Mayo. Buenos Aires: Editorial América, 1956.

ELEY, Geoff. Forjando a democracia. A história da esquerda na Europa, 1850-2000. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2005.

 

Fonte – Mania de História 

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27 de Março – Dia do Circo

Comemora-se o Dia do Circo em 27 de março, numa homenagem ao palhaço brasileiro Piolin, que nasceu nessa data, no ano de 1897, na cidade de Ribeirão Preto, São Paulo.

Considerado por todos que o assistiram como um grande palhaço, se destacava pela enorme criatividade cômica e pela habilidade como ginasta e equilibrista. Seus contemporâneos diziam que ele era o pai de todos os que, de cara pintada e colarinho alto, sabiam fazer o povo rir.

Carequinha, “o palhaço mais conhecido do Brasil” – ele mesmo se intitula assim – diz que os melhores palhaços que ele conheceu na vida foram Piolin, Arrelia e Chicarrão. Essa notoriedade de George Savalla Gomes, seu verdadeiro nome, se deve muito à TV. Comandou programas de televisão, gravou vários discos, e soube tirar dessa mídia o melhor proveito. A TV, para ele, não acabou nem vai acabar nunca com o circo. Segundo Carequinha, o circo é imortal.

Denominado o “Rei dos Palhaços“, o senhor Abelardo Pinto morreu em 1973 e era conhecido no meio circense e no Brasil como o palhaço Piolin (era magro feito um barbante e daí a origem do apelido). Como Carequinha, Piolin trabalhou em circo desde sempre. Admirado pela intelectualidade brasileira, participou ativamente de vários movimentos artísticos, entre eles, a Semana de Arte Moderna de 1922.

“O circo não tem futuro, mas nós, ligados a ele, temos que batalhar para essa instituição não perecer” Frase dita por Piolin, pouco antes de morrer

 

Como surgiu o circo

É praticamente impossível determinar uma data específica de quando ou como as práticas circenses começaram. Mas pode-se apostar que elas se iniciaram na China, onde foram encontradas pinturas de 5 000 anos, com figuras de acrobatas, contorcionistas e equilibristas. Esses movimentos faziam parte dos exercícios de treinamento dos guerreiros e, aos poucos, a esses movimentos foram acrescentadas a graça e a harmonia.

Conta-se ainda que no ano 108 a.C aconteceu uma enorme celebração para dar as boas-vindas a estrangeiros recém-chegados em terras chinesas. Na festa, houve demonstrações geniais de acrobacias. A partir de então, o imperador ordenou que sempre se realizassem eventos dessa ordem. Uma vez ao ano, pelo menos.

Também no Egito, há registros de pinturas de malabaristas. Na Índia, o contorcionismo e o salto são parte integrante dos espetáculos sagrados. Na Grécia, a contorção era uma modalidade olímpica, enquanto os sátiros já faziam o povo rir, numa espécie de precursão aos palhaços.

 

No palco da história

Por volta do ano 70 a.C, surgiu o Circo Máximo de Roma, que um incêndio destruiu totalmente, causando grande comoção. Tempos depois, no ano 40 a.C, construíram no mesmo lugar o Coliseu, com capacidade para 87 mil pessoas. No local, havia apresentações de engolidores de fogo, gladiadores e espécies exóticas de animais.

Com a perseguição aos seguidores de Cristo, entre os anos 54 e 68 d.C, esses lugares passaram a ser usados para demonstrações de força: os cristãos eram lançados aos leões, para serem devorados diante do público.

Os artistas procuraram, então, as praças, feiras ou entradas de igrejas para apresentarem às pessoas seus malabarismos e mágicas.

Ainda na Europa do século XVIII, grupos de saltimbancos se exibiam na França, Espanha, Inglaterra, mostrando suas habilidades em simulações de combates e na equitação.

 

O circo moderno

A estrutura do circo como o conhecemos hoje teve sua origem em Londres, na Inglaterra. Trata-se do Astley’s Amphitheatre, inaugurado em 1770, pelo oficial inglês da Cavalaria Britânica, Philip Astley.

O anfiteatro tinha um picadeiro com uma arquibancada próxima e sua atração principal era um espetáculo com cavalos. O oficial percebeu, no entanto, que só aquela atração de cunho militar não segurava o público e passou a incrementá-la com saltimbancos, equilibristas e palhaços.

O palhaço do lugar era um soldado, que entrava montado ao contrário e fazia mil peripécias. O sucesso foi tanto, que adaptaram novas situações.

Era o próprio oficial Astley quem apresentava o show, vindo daí a figura do mestre de cerimônias.

 

Quando o circo chegou ao Brasil

No Brasil, a história do circo está muito ligada à trajetória dos ciganos em nossa terra, uma vez que, na Europa do século dezoito, eles eram perseguidos. Aqui, andando de cidade em cidade e mais à vontade em suas tendas, aproveitavam as festas religiosas para exibirem sua destreza com os cavalos e seu talento ilusionista.

Procuravam adaptar suas apresentações ao gosto do público de cada localidade e o que não agradava era imediatamente tirado do programa.

Mas o circo com suas características itinerantes aparece no Brasil no final do século XIX. Instalando-se nas periferias das cidades, visava às classes populares e tinha no palhaço o seu principal personagem. Do sucesso dessa figura dependia, geralmente, o sucesso do circo.

O palhaço brasileiro, por sua vez, adquiriu características próprias. Ao contrário do europeu, que se comunicava mais pela mímica, o brasileiro era falante, malandro, conquistador e possuía dons musicais: cantava ou tocava instrumentos.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas

 

 

“O circo é como o trem: uma coisa romântica, de uma grande ternura, do passado. É uma coisa prática para o povo. Você vai à vontade. O circo tem de ser preservado. É uma dessas coisas que jamais deveriam terminar.”  Dercy Gonçalves

Retrospectiva 2012

Em 2012 andei por caminhos de um Universo Paralello e infinito que jamais para.

Fui até as praias de Ilha Cumprida e obtive uma Livre Visão, de que era necessário me aproximar mais do templo do Deus Shiva, chegando lá, vi que Shiva dançava entoando seus mantras sagrados ao som do Trance, buscando a contra-cultura sobre um lindo vale de estralas em forma de Pentagrama, um Pentagrama sagrado e da Paz.

Daqueles dias em diante, tive a Visão da Alma, alma que me acompanha vida após vida buscando a Fusão entre o Respeito Perdido, unindo Tribos em muito mais de 50 edições e encontrando neste Brasuca o Magnetismo Crônico necessário para nossa evolução.

A partir dai, abri minha mente como se fosse uma Loja de Trabalho, onde a Arte Visionária é embalada diariamente pela Música Eletrônica, o que me possibilitaram novas visões de um mundo… mundo que me fez novamente ser e recordar a Criança que sempre fui, por mais de 7 vezes.

samsaraEntão Conectei-me e passei a escutar o Xãmado da Terra, e este chamado, me levou aos caminhos de SAMSARA, para que eu pudesse recordar ainda mais das dificuldades e aprendizados destas e outras passagens. No final dos caminhos de SAMSARA, deparei-me novamente com o templo de SHIVA TRANCE, que desta vez guiou-me por uma Terra Azul, onde todos somos iguais e que com esta igualdade, devemos nos unir para transpassar todas as dificuldades que nós mesmos criamos, sem nem ao menos perceber, pois estamos cegos pelo egoísmo e nossa sistematização de hipocrisias em próprio favor.

 

Agora lucido de todas as recordações e conhecimentos desta caminhada, novamente pretendo voltar, recordar e aprender, aprender pra ensinar…

 

Busque libertar-se de todo mau que te rodeia, mas antes, liberte-se do mau que há dentro de você!

 

Que 2013 seja um ano cheio de PLUR (Paz, Love, Union, Respect) a todos…

 

AHO

Bom dia primavera

A primavera é a estação do ano que se segue ao Inverno e precede o Verão. É tipicamente associada ao reflorescimento da flora e da fauna terrestres.

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A Primavera do hemisfério norte é chamada de “Primavera boreal”, e a do hemisfério sul é chamada de “Primavera austral”. A “Primavera boreal” tem início, no Hemisfério Norte, a 21 de Março e termina a 21 de Junho. A “Primavera austral” tem início, no Hemisfério Sul, a 22 de Setembro e termina a 21 de Dezembro.

Do ponto de vista da Astronomia, a primavera do hemisfério sul inicia-se no equinócio de Setembro e termina no solstício de Dezembro, no caso do hemisfério norte inicia-se no equinócio de Março e termina no solstício de Junho.

Como se constata, no dia do equinócio o dia e a noite têm a mesma duração. A cada dia que passa, o dia aumenta e a noite vai encurtando um pouco, aumentando, assim, a insolação do hemisfério respectivo.

Estas divisões das estações por equinócios e solstícios poderão ser fonte de equívocos, mas deve-se levar em conta a influência dos oceanos na temperatura média das estações. Na Primavera do hemisfério sul, os oceanos meridionais ainda estão frios e vão aos poucos aquecendo, fazendo a Primavera ter temperaturas amenas ao longo desta estação.

 

Desejo a todos uma primavera cheia de LUZ, SABEDORIA, RESPEITO, PAZ, AMIZADE, SORTE…

 

“Faça como a primavera, renove suas mais belas essências e as floresça para harmonizar o mundo…”

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E não esqueças que hoje sempre, é o dia da Árvore!

Pré-lançamento: Projeto Corda Bamba–22.07.2012

Projeto Corda BambaSabe aquelas ideias “malucas” de querer mudar o mundo???

Então, foi assim que começou a ser planejado o Projeto Corda Bamba.

Mudar o mundo… mas como?

Ensinando para as crianças, apenas as coisas boas e simples que a vida nos oferece, fazendo com que elas próprias tomem nota desde muito pequenas a saber como enfrentar as quedas e dificuldades que a vida nos oferece, só que apresentando essas mesmas dificuldades de maneira diferente do que elas veem na TV ou no seu dia-a-dia, pois a realidade do dia-a-dia delas, COM TODA CERTEZA, é completamente diferente da minha, da sua, da NOSSA realidade e que na maioria das vezes está engajada ao conhecimento falho e desordenado, aos quais seus pais foram estimulados a seguir por toda uma vida, até este presente momento.

Pais, que são donos de uma verdade que acreditam ser a melhor e única possível, mas a eles só competem o conhecimento Etnocêntrico, ou seja, só conhecem a realidade que lhes foi ensinada por seus meios de comunicações, que na maioria das vezes se limita apenas a uma simples e tenebrosa TV (com ou sem cores) e por métodos de ensino escolares e/ou religiosos, que involuntariamente (!?), tendem a tornar as pessoas ainda mais etnocêntricas…

etnocentrismo - Maias X Espanhois

Já parou para pensar quantas realidades diferentes da sua existem na sua cidade? no seu estado? Pais? No Mundo?

Pois bem, o Projeto Corda Bamba esta pensando nessas distintas realidades e sabemos que elas são e/ou podem ser, as mais cruéis possíveis… orquestradas por um sistema capitalista falho, que gera desigualdade social ampla e aparentemente, pré-determinada…

Desigualdades Sociais - IPhone X IPhome

Qual o método de ensino do Projeto Corda Bamba?

Nossos métodos/materiais de ensino são os mais modernos da atualidade, e dispostos em 9 grupos, cada qual com suas características e níveis técnicos, sendo desenvolvidos para serem explorados em paralelo, mas que se encontrarão na linha tênue do infinito. São Eles:

  • Simplicidade;
  • paciência;
  • colaboração;
  • conhecimento;
  • compartilhamento;
  • desenvolvimento;
  • dedicação;
  • alegria;
  • MALABARISMO.

Todos estes itens na realidade, são sub-itens, que estão engajados nos temas Peace, Love, Unity and Respect (Paz, Amor, União e Respeito), ou simplesmente P.L.U.R.

Paz, Amor, União e Respeito

O “estrando” disso tudo, é que são esses mesmos 9 grupos que pouco você tem visto pelo mundo… Não é mesmo!!!???

Mas como o Projeto Corda Bamba, pode garantir que o método de ensino que será aplicado funcionará?

R: A única garantia que temos na vida, é que dela (vida), só se levam as coisas boas que deixamos para com nossos semelhantes e nada mais… e nós ainda podemos melhorar tudo, bastando saber explorar de forma lucida e NÃO tirando proveito apenas para si, dos 9 grupos citados nas linhas acima, estando todos esses temas conectadas ao tema chave, P.L.U.R.

O vídeo a seguir apresenta e ilustra, a capacidade que uma criança tem de brincar com o desconhecido, bastando apenas para isso, ser estimulada em todos os seus sentidos (visão, tato, olfato, paladar, audição, consciência e inconsciência), por apenas um, dos diversos tipos de malabares existente.

 

É valido lembrar, que o Projeto Corda Bamba, não tem o pretesto de formar malabarista profissionais e MUITO MENOS incentiva-los ao trabalho de artes nas ruas. Objetivamos apenas, que as pessoas conheçam melhor seus corpos e suas capacidades pré-definidas.

 

Agora que você já tem uma certa base de como funcionam as ideias e ideais do Projeto Corda Bamba, convido-o a estar presente no próximo domingo (22.07), no pré-lançamento do projeto, que ocorrerá no Workshop de Música Eletrônica e Arte Vision
ria, que será realizado na Casa da Cultura, em Campo Largo/PR (região metropolitana de Curitiba).

Departamendo de Cultura de Campo Largo-PR - logoO evento, é todo apoiado pelo Departamento de Cultura do município, que está abrindo as portas para nossos melhores ideais de vida, que em resumo, trata de um ótimo planejamento e desenvolvimento de uma melhor sociedade, buscando a união de pessoas para a partilha de seus conhecimentos, tornando-as aptas para o entendimento da complexibilidade que rege nossas vidas dentro do sistema ao qual estamos TODOS engajados, e que está em pleno declínio por conta da má administração dos bens públicos e sociais, e que levam a já triste/dizimada e perplexa desigualdade mundial/social.

Workshop de Música Eletrônica e Arte Visionária -22.07.12

O evento possuí a proposta de levar arte, cultura e entretenimento para moradores locais, mostrando-os que a cena eletrônica é muito mais do que o “tush tush tush” existente por aí e tão habituais e de certa forma, impertinentes nos celulares de algumas pessoas usuárias de transporte coletivo…

A cultura eletrônica, mais exatamente a cultura Trance em si, é uma família gigantesca, que é constituída por vários membros da sociedade, cada qual com seu legado e distinção, mas todos com o mesmo objetivo de apenas fazer o bem sem olhar a quem…

O evento ocorrerá no auditório Dr. José Antônio Puppi, que tem capacidade para 300 pessoas. Isso mesmoCasa da Cultura - Dr. José Antonio Puppi --- Av. Centenário, 2011, Campo Largo, PR., AUDITÓRIO, com direito a assentos confortáveis para os presentes desfrutarem de conforto, em seu acomodamento durante todas as horas que permanecerem conosco.

Estando ainda abrigados e livres de sofrer qualquer tipo de intempéries  climáticos (chuva/frio/sol/calor) comuns a nossa região nesta época do ano.

Entrada:

1 LITRO DE LEITE (CAIXINHA)  Caixa de Leite - tetra pak

Porque leite de caixinha?

R: todo o material arrecadado será doado para uma instituição com necessidades de tal sagrado alimento, e o leite de caixinha, denominado Tetra Pack, possuí uma durabilidade maior de validade, podendo ser estocado por maior tempo, caso haja necessidade e possuí um valor de certa forma baixo e acessível para muitos.

Mas não se prenda apenas a doação do leite na entrada. Como nosso inverno está rigoroso e você pode ter roupas que já não utiliza mais, pode também doa-los.

 

OBS: As doações recebidas, serão todas encaminhadas para uma instituição do próprio município, voltada ao cuidado de crianças. A instituição a receber os mantimentos, ainda não fora definida pelos organizadores do evento, por encontrar-se em processo seletivo. Isso apenas, pelo fato de estarem sendo selecionadas instituições serias e comprometidas, assim como todo trabalho das equipes idealizadoras.

Somente no dia do evento será divulgado o nome da instituição, para onde os mantimentos arrecadados serão direcionados.

 

 

E é com esta proposta que convidamos a TODOS, a estarem presentes a partir das 16h desse domingo (22/07), na Av. Centenário, 2011, Campo Largo, para experimentarem uma proposta diversificada de como ver a vida e toda a complexibilidade que nela existe…

 

Onde no mapa, está localizada a cidade de Campo Largo?

Campo Largo, cidade das louças, assim chamada por ter indústrias de louças e porcelanas. Fica na região metropolitana de Curitiba, capital do Paraná, distante 30KM. Com cerca de 100.000 habitantes e repleta de belezas naturais e de um povo simpático, amistoso e acolhedor.

Campo Largo-PR

Clique AQUI para acessar o endereço corretamente.

 

 

Convide seus amigos e familiares para conhecer algo diferente num dia de domingo e venha aprender e ensinar conosco.

 

“Mude o mundo! Começe por você!” (Mude O Mundo)

Dia Internacional do Malabarismo

Intenational Jugglers AssociationPara homenagear a Fundação da ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE MALABARISTAS – IJA (International Juggling Association, sediada na Flórida, nos Estados Unidos), ocorrida em meados de Junho de 1947, é declarado anualmente um sábado de Junho como "Dia Mundial do Malabarismo", que em 2012 será comemorado na data de hoje, 16 de junho.

Este ano, malabaristas do mundo inteiro estão sendo convidados a unirem-se para o Dia Mundial de Malabarismo de 2012, uma iniciativa única baseada na web para realçar as maravilhas da manipulação de objetos!

Nos últimos anos, o Dia Mundial de Malabarismo envolveu quase 5.000 participantes de 20 países, representando todos os sete continentes em todo o mundo – incluindo a Antártida!

Se você tem habilidade malabaristicas, vá até sua páginas pessoal da internet e publique fotos, vídeos e/ou qualquer outro material relacionado a esta bela arte que encanta a todos a milhares de anos e faça dela sua ferramenta de evolução.

Malabarismo sem idades

5 de Junho – Dia Internacional do Meio Ambiente

No dia do Meio Ambiente…
Que tal refletirmos sobre NOSSAS ATITUDES?

Você separa o Lixo?

Consome produtos de empresas que adotam posturas sustentáveis?

Não joga lixo nas ruas e calçadas?

Educa/ensina as crianças sobre a arte de preservar nossas florestas?

Chama a atenção de pessoas que atiram lixo pelas janelas dos ônibus e carros?

Limpa a frente de sua casa?

Coloca o lixo na lixeira de rua da sua casa somente nos dias da coleta seletiva?

A sua casa possuí rede de esgoto devidamente adequada e instalada?

etc.…

Pense nisso…

5 de Junho - Dia Internacional do Meio Ambiente

31 de Maio–Dia Mundial SEM CIGARRO

O Ministério da Saúde alerta que o cigarro contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, incluindo arsênico, amônia, monóxido de carbono (o mesmo que sai do escapamento dos veículos), substâncias cancerígenas, além de corantes e agrotóxicos em altas concentrações.

Os agricultores são mais vulneráveis às doenças causadas pelos pesticidas e pelo manuseio da folha de tabaco (os sintomas incluem náusea, vômito, fraqueza, dor de cabeça, tonteira, dores abdominais, dificuldade de respirar e alteração na pressão sanguínea).

Dentre as crianças e adolescentes de 5 a 15 anos envolvidas em atividades agrícolas na região Sul do Brasil, 14% trabalham no cultivo do tabaco, ficando expostas a grandes quantidades de agrotóxicos.

E você ainda acha que o cigarro só vai te matar quando ficar velho né?

31 de Maio - Dia Mundial SEM TABACO

Fonte: Prefeitura Municipal de Carlos Barbosa

31 anos sem Bob Marley

Bob MarleyFico tentando imaginar como seria se o rei do Reggae Music ainda estivesse entre nós. Seu legado de positividade, união entre os povos, luta contra a discriminação de seus pobres e oprimidos irmãos,  entre muitas outras benfeitorias que cresci apreciando em suas músicas e até hoje julgo como Utopia perfeita que todos deveríamos insistentemente buscar, assim como ele descreveu na canção War: Até que a filosofia que sustenta uma raça superior e outra inferior, seja finalmente e permanentemente desacreditada e abandonada, haverá guerra, eu digo guerra…”

Mas infelizmente os descrentes de uma realidade onde todos pudessem ser iguais, acreditam que tudo isso não passa de loucura e delírio, pobre deles que nada sabem…

Robert Nesta Marley, nasceu em 6 de fevereiro de 1945 em Saint Ann, no interior da Jamaica, filho de Norval Sinclair Marley, um militar branco, capitão do exército inglês e Cedella Booker, uma adolescente negra vinda do norte do país.

Bob, como fora apelidado por amigos e familiares, viveu sua juventude em Trenchtown, uma favela de Kingston (Jamaica), onde o garoto era provocado pelos negros locais por ser mulato e ter baixa estatura (1,63 m). Bob teve uma juventude muito difícil, e isso o ajudou a ter personalidade e um ponto de vista bastante crítico sobre os problemas sociais e fora de sua difícil vivência logo pequeno, que ele tirou grande parte do legado de irmandade e paz que pregava em seu estilo de vida e que estavam também, sempre presentes em suas canções.

Em julho de 1977 Marley descobriu uma ferida no dedão de seuBob Marley - Jogando futebol no Brasil pé direito, que ele pensou ter sofrido durante uma partida de futebol (uma de suas paixões). A ferida não cicatrizou, e sua unha posteriormente caiu; foi então que o diagnóstico correto foi feito. Marley na verdade sofria de uma espécie de câncer de pele, chamado melanoma maligno, que se desenvolveu sob sua unha. Os médicos o aconselharam a ter o dedo amputado, mas Marley recusou-se devido aos princípios rastafáris, que não permitem que nenhuma parte do corpo de um homem  seja cortada, aparada e/ou amputada, dai a explicação dos longos cabelos no estilo dreadlooks.

Para os rastafáris, o corpo é um templo sagrado e por isso retirar o câncer seria errado.

Três anos após a descoberta do câncer, Bob Marley estava em turnê pelos Estados Unidos e durante uma de suas corridas matinais no Central Park de Nova York, teve um mal súbito e desmaiou, era o câncer que já tomava seu cérebro, pulmão e estomago.

Um mês antes de sua morte, Bob Marley foi premiado com a Ordem ao Mérito Jamaicana. Ele queria passar seus últimos dias em sua terra natal, mas a doença se agravou durante o vôo de volta da Alemanha e Marley teve de ser internado em Miami. Ele faleceu no hospital Cedars of Lebanon no dia 11 de maio de 1981 em Miami, Flórida, aos 36 anos.

Seu funeral na Jamaica foi uma cerimônia digna de chefes de estado, com elementos combinados da Igreja Ortodoxa da Etiópia e do Rastafarianismo. Ele foi sepultado em uma capela em Nine Mile, perto de sua cidade natal, junto com sua guitarra favorita, uma Fender Stratocaster vermelha.


“Não viva para que a sua presença seja notada, mas para que a sua falta seja sentida.” Bob Marley

Parabéns Curitiba – 319 anos

geada jardim botânico CuritibaAcho engraçado, mas o frio de Curitiba sempre chega junto ao seu aniversário (29/03), será que a cidade está conectada ao termostato da natureza que faz as temperaturas despencarem com a proximidade de sua data festiva, apenas para poder comemorar em grande estilo e glamour?
Não tenho como comprovar isto, mas que Curitiba quando se aproxima do inverno fica com cara de Curitiba mesmo, ninguém pode negar…
E que tal ter as quatros estações do ano em um único dia?

Vídeo de 2008 em comemoração ao 315 anos de Curitiba

Dizem que nós curitibanos, somos um povo fechado e que não somos de fazer amizade, mas quem realmente nos conhece e nos compreende sabe que aqui as amizades custam a ser construídas, mas se estabelecidas, são para sempre.

Painel_AdemirPaixão-525x360 - Curitiba


Gostaria eu, de viver 1/3 de sua majestosa idade.

Parabéns Curitiba!

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