Category Archives: Contra o Sistema!

Filme: EU ODEIO O FACEBOOK

 

Sim, a geração de idiotas criada pelo consumismo chegou, e ela esta muito bem retrada na estranha comédias da vida virtual, (ou seria real?), no longa metragem EU ODEIO O FACEBOOK.

“No ano de 2005, devido ao enorme crescimento de dependentes virtuais, na maioria viciados em Orkut, o governo brasileiro implantou a rede de clininicas de reabilitação CREDO.

Aproveitando-se da ideia de um paciente, uma editora falcatrua decide investir na publicação de um livro sobre o Orkut, cogitando sucesso, por tratar-se de um assunto comercial.

O que ninguém esperava, é que muito antes do livro ser lançado, outra rede social dominária o país, levando todos os envolvidos a falência.”

Salve a Saúde, a Educação e a Arte

Em 29 de março de 1972, foi entregue à população de Curitiba, uma das mais bem equipadas praças da cidade. Situada nas confluências das ruas Getúlio Vargas e Brigadeiro Franco, a Praça foi projetada pelo arquiteto Domingos Bonstabes.

Com seus 27.935m², possui um teatro ao ar livre, canchas de peladas, pista de patinação, playground, cancha de basquete e uma curiosa replica de um navio feito com tijolos.

O português Afonso Botelho veio para o Brasil e, de São Paulo veio para o Paraná: fortificou o litoral paranaense, construindo a fortaleza da Ilha do Mel; erigiu também o Pelourinho da Vila de São Luiz de Guaratuba, atuou no reconhecimento do sertão paranaense, empreendendo 13 bandeiras. O povo paranaense presta uma homenagem ao pioneiro, dando seu nome à praça.

Segundo consta nos projetos arquitetônicos para a Copa do Mundo de Futebol 2014, a concha e toda a praça serão demolidos para a criação de um espaço de setor para Imprensa por motivo dos jogos da copa do mundo 2014.

Nada se investe na Cultura deste espaço que  abrigou o teatro da Paixão de Cristo feita pela família Queirolo na época comandado pelo saudoso Lafayete Queirolo.

É um total desperdício para a cultura e história da cidade, colocar abaixo um patrimônio doado a população de Curitiba e região pela família Botelho.

Não deixemos a Concha Acústica acabar, vamos reviver os tempos de bons espetáculos neste local público.

 

Salve a concha acústica - Praça do Atlético

Enquanto se constrói estádios, hotéis, shoppings e sedes televisivas pelo Brasil para o “grande evento” de 2014, HOSPITAIS e ESCOLAS estão ruindo.

Um exemplo claro disso é o Colégio Estadual do Paraná que  no dia 25/04/2013, emitiu a seguinte nota:

Print - Cancelamento de Aulas extracurriculares CEP

Fonte: Colégio Estadual do Paraná

O estranho de tudo é que a foto a seguir fora tirada no dia 28/04/2013, antes da Sessão Pública Dominical no Planetário, que ocorre sempre no ultimo domingo de cada mês, ou seja, se passaram apenas 3 (três) dias do comunicado oficial de cancelamento das aulas de natação até a realização da foto.

Pisina-CEP-2_thumb3

 

3 dias entre a notícia de cancelamento das aulas de natação e o dia da foto, já geraram toda esta sujeira que pode ser observada claramente no fundo da piscina?

E esse ar de abandono de pelo menos uns 2 meses ou mais?

Porque o problema da caldeira não é solucionado?

Algo Está estranho, não?

É muito estranho mesmo de se ver/saber que a cada dia que nos aproximamos da Copa do Mundo, o cerco a educação se desenvolve mais! Não?

Bem-Vindo-ao-Brasil_thumb5

Bom, as estranhezas, ao menos de minha parte, não acabam por ai, pois na terça-feira do dia 23 de Abril, fui até o Posto de Saúde da Vila Hauer em Curitiba, procurando atendimento oftalmológico, coisa simples de se fazer, mas fui surpreendido com a informação de que desde o dia  19 de Abril de 2013, para se fazer um atendimento oftalmológico, é necessário, antes passar por triagem com um clinico geral. Por tal supressa indaguei:

Eu: “mas o que um clinico geral poderá fazer além de me encaminhar ao oftalmologista?”

Enfermeira: “só vai lhe perguntar como está se sentido e qual o atendimento que procuras, além de no máximo, conferir sua pressão e dar-lhe o encaminhamento para o oftalmologista”

Eu: “Mas isso não é uma sistematização que pode retardar o atendimento de outras pessoas com maiores necessidade para com o clínico geral? Só preciso de um exame oftalmológico, pois meu periódico anual esta vencendo e estou sentido a necessidade de mudança de gral de meus óculos”

Enfermeira: “Sim, com certeza”

Eu: “E como faço para agendar um clinico geral?”

Enfermeira: “O senhor tem de comparecer as 07h00 da manhã, de segunda a sexta-feira, para retirar uma senha e então dar seguimento ao clinico geral”

Eu: “Quantas senhas de clinico geral são fornecidas por dia?”

Enfermeira: “10! (dez)”.

Eu: “10 (dez) ??? Somente 10 pessoas por dias precisam de atendimento de saúde nesta região?”

Ai então a enfermeira, acho que já cansada de meus questionamentos, ou até do seu trabalho, decidiu falar coisas que eu nem esperava:

Atendente: “Ixiii, você não viu nada! Estamos cada vez mais com redução de recursos de trabalho, temos de ficar implorando para que nos enviem materiais, pois a pessoas necessitam de atendimento e por vezes nada temos a fazer, além de escutar reclamação da população, que acha que estamos aqui e não queremos trabalhar, que vivemos só tomando cafezinho…”

Perguntei então se teria alguma maneira de eu reclamar meus direitos como cidadão pagador de impostos, ela me passou então o telefone e e-mail da Ouvidoria da Saúde, ao qual liguei e registrei as mesmas indagações feitas no diálogo com a enfermeira, registrada pelo protocolo de nº 4813362, com a atendente/enfermeira Adriana.

OUVIDORIA DA SAÚDE DE CURITIBA

Fone: 0800-644-0041

E-mail: ouvidoria@sms.curitiba.pr.gov.br

  Copa-do-Mundo-pra-que_thumb3Outro fato que me ocorreu neste ano, foi de saber que a biblioteca pública de São José dos Pinhais, não esta mais recebendo copos plásticos para consumo de água em seus bebedouros e teve redução pela metade da cota de papel higiênico. Medida de redução de custos tomada pela prefeitura.

TRABALHE E ESTUDE, MAS SE ESQUEÇAS DE SUAS NECESSIDADES FISIOLÓGICAS?

Quanto ao copo nem ligo, pois as pessoas podem carregar com sigo alguma caneca e/ou ter a disposição no ambiente, canecas que podem ser lavadas no próprio local pelo usuário, basta se adaptar. Mas e quando um estudante ou bibliotecário que lá estiver e por algum motivo passe mal e necessite utilizar no banheiro e lá não estiver disponível um rolo de papel higiênico, o que falar? Ahhh o hoje não poderás passar mal, pois já se acabaram os papeis higiênicos.

O governo não nos deixa mais CAGAR, é isso?

Ou será que a solução será utilizar um dos livros e depois guarda-lo na prateleira?

 

Porque a educação e saúde tem sido deixados tão de lado em tempos de uma copa do mundo  que investe R$ 234 milhões só na obra da arena da baixada em Curitiba?

(informação de valor da obra divulgada no dia 02/07/2012, as 13:15, retirada do site www.copa2014.gov.br).

Não dava para ter feito um estádio novo com esse montante de dinheiro?

 

Estranha impressão de estar sendo roupado na cara dura em prol de uma campeonato que não aprovo por motivos óbvios de sofrimento alheio da maioria trabalhadora e enriquecimento de uma minoria corrupta?

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Até onde a omissão do poder publico e privado chegará reduzindo custos de educação e saúde em prol de uma copa do mundo? 

DESPERTEM-SE!

Criança – A alma do negócio

Você precisa saber que o seu desejo lhe foi implantado, não é algo que realmente você queira e tudo isso começou quando você ainda era uma criança.

O que você realmente deseja é uma relação de afeto e amizade, um abraço apertado.

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O documentário Criança – A alma do negócio, reflete sobre estas questões de consumo sem sentido e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas.

O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumes e ainda tem aquelas que acham que o leite vem da caixa de leite e não de um mamífero.

Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada.

Contundente, ousado e real este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o seu futuro consumista.

Ainda da tempo de reverter a situação, DESLIGUE a televisão e leve seus filhos para conhecer a natureza e a vida…

Saia deste mundo de “valores” sem valores!

Direção Estela Renner
Produção Executiva Marcos Nisti
Maria Farinha Produções

Criança precisa é de Amor e colo

Leia e saiba mais:

A Estratégia de Manipulação da Mente

A Servidão Moderna

Muito além do cidadão Kane

Noel da Opressão

“Papai Noel que rejeita os miseráveis, presenteia os ricos e cospe nos pobres”

 

Escravidão Assalariada

A escravidão do salário ou escravidão assalariada é um conceito criado pelos autores anarquistas. Segundo eles, as pessoas não são livres no capitalismo. No regime de escravidão, os escravos são forçados, coagidos fisicamente a trabalhar em benefício alheio, recebendo em troca apenas comida. Os trabalhadores assalariados, por sua vez, são privados dos meios de produção, que lhe são necessários para prover sua própria sobrevivência. Assim, também são forçados a trabalhar em benefício dos proprietários dos meios de produção (fábricas, terras, etc.), em troca de uma remuneração que é sempre inferior ao valor do trabalho realizado (ver mais-valia). Em contrapartida, os que possuem bens podem se dar ao luxo de empregar outros para que ganhem para si seu sustento. Para esses autores, o trabalho assalariado se assemelha a uma escravidão de aluguel, onde o trabalhador é impelido à escravidão pela pobreza, em lugar de pelo chicote.

Dinheiro confunde o amor

Segundo estes autores, a escravidão do salário só será abolida com o fim da propriedade privada sobre os meios de produção. Após isto, todos poderiam ter acesso aos recursos necessários para ganhar o próprio sustento, sem a necessidade de se submeter à exploração de terceiros.
Contudo, há autores capitalistas que afirmam que com o fim da propriedade privada apenas se abririam novos meios de exploração, sendo, assim, a escravidão do salário um sofisma, pois sem o
dinheiro para dar liberdade ao homem, voltar-se-ia ao chicote, à exploração direta. Alguns autores que advogam o fim da escravidão assalariada contra-argumentam que se a liberdade dos indivíduos é dada pelo dinheiro, os indivíduos não têm liberdade enquanto indivíduos, mas apenas enquanto detentores de dinheiro. Se os indivíduos são livres não por si, mas por outra coisa (o dinheiro, o salário), eles não são livres, mas escravos dessa coisa e daqueles que detém essa coisa (os capitalistas).

 

Os regimes chamados “socialistas”

As tendências comunistas que colocam a escravidão assalariada no centro da sua crítica do capitalismo entendem que todos os regimes chamados “socialistas” são uma forma de capitalismo, capitalismo de Estado, porque esses regimes se caracterizam pelo fato de o Estado assumir a forma de uma empresa colossal (propriedade privada do tamanho de um país) que priva a população do acesso aos meios de produção e obriga-a a vender sua força de trabalho ao Estado em troca do salário (dinheiro, bônus de trabalho ou até mesmo remuneração in natura) para sobreviver e, como isso, o Estado extrai mais-valia e acumula capital como todos as demais empresas capitalistas.

 

Cooperativas, sindicalismo e auto-gestão

Alguns ativistas sociais contestam o sistema de mercado ou sistema de preços de trabalho assalariado, historicamente têm considerado sindicalismo, cooperativa de trabalhadores, auto-gestão dos trabalhadores e controle operário como possíveis alternativas ao atual sistema de salários.

Veja também: A Servidão Moderna

Escravidão assalariada

Fonte: Anarquista.net

“Progresso”

“A palavra ”progresso” não terá qualquer sentido enquanto houver crianças infelizes.” (Albert Einstein)

IMO vs FIFA

Existe uma inversão de valores plenamente ditado pelo consumismo capitalista.

Seremos sede da Olimpíada Internacional de Matemática em 2017, mas não se iludam, nenhum investimento extra será feito na educação do país, pelo menos não por esse motivo.

Já participamos de 33 Olimpíadas Internacionais de Matemática(IMO), conseguimos 9 medalhas de ouro, 27 medalhas de prata, 65 medalhas de bronze e 26 menções honrosas. Aposto que pouquíssimos sabem disso. Os estudantes que participam dessas olimpíadas geralmente tiram dinheiro do próprio bolso, porque é muito difícil conseguir patrocínio do governo.

Infelizmente, as mentes brilhantes desse país não são valorizadas…
Fonte:
http://www.imo-official.org/country_info.aspx?code=BRA

Já para a copa do mundo de 2014, do senhor Joseph Blatter, “investiu-se” até o presente momento, R$ 26,5 bilhões. A cifra é R$ 2,7 bilhões maior que o previsto no primeiro balanço orçamentário da União, de janeiro de 2011, e vai aumentar. Para o governo federal, essa conta ainda não está fechada. Questionado o Ministério do Esporte informou que a previsão é que os investimentos para o Mundial alcancem R$ 33 bilhões, isso se as obras não atrasarem ainda mais, pois dai entrarão as licitações extraordinárias, onde não importa o valor e sim a conclusão dos estádios e não seria de se admirar que os custos das obras cheguem próximo aos R$ 100 BILHÕES.

Considerado o valor atual (R$ 26,5 bilhões), o país vai custear 85,5% das obras relacionadas ao evento. O dinheiro vem dos governos federal, estaduais e municipais. 

Copa do mundo de matemática

Tire suas próprias conclusões do porque essas crianças não são valorizadas, mesmo quando demonstram seus mais profundos esforços em ser, matematicamente falando, mais positivos para o mundo em que vivem.

Será que os políticos e as mídias sabem que se fizeram a divulgação dessas informações e dar méritos para tais pequeno gênios, eles começariam a perder ainda mais seu reinado, pois estariam estimulando cada vez mais crianças a estudarem e  não a serem jogadores de futebol?

“Uma mente pensante jamais se rende ao pensamento de outros sem antes avaliar a real profundidade de seus pensamentos e de ter a certeza que não está sendo utilizada para o mal…”

 

Por onde andam os senhores “Joseph Blatter”, dos investimentos em educação?

Enquanto VOCÊ grita gol, é isso que esta ocorrendo longe das sua folia regada a copos de cerveja…

Copa do Mundo pra que

Brasil: Índios resistem contra “desenvolvimento” liderado pelo Estado

O governo brasileiro faz com nossos irmão índios, o que colonizadores espanhóis fizeram com as extintas civilização Maias, baseando-se apenas em ideias e ideais etnocêntricos, onde o conhecimento, costumes e ensinamentos de outras civilizações/pessoas, são completamente desprezados.

Esse desprezo do conhecimento indígena brasileiro começou quando a primeira caravela portuguesa desembarcou em terras tupiniquins no ano de 1500.

Em 1610, o padre João Martins obteve, para os nativos, uma sesmaria, mensurada somente em 1760. O principal centro desse território era a vila de Nova Almeida, que, na data de sua demarcação, contava com 3000 habitantes. Comprovando que o processo etnocêntrico de extinção funciona, em 1997, a população indígena tupi, estava em volta de 1 386 indivíduos. No passado, falavam a língua tupi litorânea, da família Tupi-Guarani, mas, atualmente, usam apenas o português. Foram tolhidos de suas terras, o que resultou no acampamento em protesto, junto a índios guaranis do Espírito Santo, defronte ao Ministério da Justiça, reivindicando a efetivação da reserva indígena.

Em 28 de agosto de 2007, o governo demarcou as terras reivindicadas pelos tupiniquins, que ficaram acampados em área usada para a plantação de eucaliptos da empresa Aracruz Celulose.

O progresso é completamente retrogrado.

etnocentrismo - Maias X Espanhois

 

Texto por Raphael Tsavkko Garcia

A política indigenista do governo de Dilma Roussef tem sido objeto de inúmeras críticas por parte de especialistas e ativistas. Em nome do “desenvolvimento“- compreendido por construção de estradas, mineração, usinas hidrelétricas e exploração dos recursos naturais- tribos têm perdido o direito sobre terras habitadas há milênios por eles.

Acadêmicos como Idelber Avelar consideram o governo Dilma o mais retrógrado em relação aos índios desde pelo menos o fim da Ditadura Militar (1964-1985), quando centenas deles foram torturados e mortos pelo Estado. Caso dos 2 mi indígenas da tribo Waimiri-Atroari que sumiram da noite para o dia por terem ficado no caminho do “progresso” ou “milagre econômico“.

Na história recente do Brasil, a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte (UHE de Belo Monte) talvez seja o caso mais emblemático de violência contra os índios no país. No dia 2 de maio de 2013, os povos do Rio Xingu, principal rio afetado pela usina, protestaraminvadindo canteiros das obras. Dentre eles, cerca de 200 indígenas de diversas etnias,lançaram um manifesto denunciando a situação de violência a que estão sendo submetidos:

Vocês estão apontando armas na nossa cabeça. Vocês sitiam nossos territórios com soldados e caminhões de guerra. Vocês fazem o peixe desaparecer. Vocês roubam os ossos dos antigos que estão enterrados na nossa terra.

Vocês fazem isso porque tem medo de nos ouvir. De ouvir que não queremos barragem. De entender porque não queremos barragem.

Canteiro de Belo Monte ocupado em 6 de maio de 2013. Foto de Paygomuyatpu Munduruku, sob licença CC by-sa 2.0

Canteiro de Belo Monte ocupado em 6 de maio de 2013. Foto de Paygomuyatpu Munduruku, sob licença CC by-sa 2.0

Os indígenas que ocuparam Belo Monte receberam o apoio de cerca de 3 mil trabalhadores da obra, os quais denunciaram ameaças e também fizeram greves denunciando condições precárias de trabalho e alojamento, e até mesmo raptos, repressão e assassinato.

O jornalista Ruy Sposati denunciou a violência contra a imprensa no local como também criticou o empreendimento:

Não é trivial. É a expulsão de jornalistas, em plena democracia, pelo aparato policial do Estado, do sítio de construção da obra mais cara da história do Brasil…., feita com dinheiro público, com seríssimos impactos humanos e ambientais, escassa demonstração de sua utilidade inúmeras acusações de violação da lei e, neste fim de semana, a incrível novidade de jornalistas expulsos por forças policiais, em plena democracia. Cabe lembrar que Belo Monte foi inicialmente orçada em R$ 4,5 bilhões e já se encontra em quase R$ 30 bilhões.

Indígenas invadem canteiro de Belo Monte. Foto de Ruy Sposati, usada com permissão.

Indígenas invadem canteiro de Belo Monte. Foto de Ruy Sposati, usada com permissão.

No Rio de Janeiro, o espaço indígena Aldeia Maracanã foi invadido para dar lugar à área de circulação de torcedores durante a Copa do Mundo de 2014 e, futuramente, ao Museu Olímpico, empreendimento criticado por indígenas e ativistas. No dia 26 de abril de 2013, houveram mais manifestações de resitência contra a tomada da Aldeia Maracanã.

O usuário do Youtube patrickgranja publicou vídeo que mostra violência da polícia contra os manifestantes:

 

Já no Mato Grosso do Sul, indígenas Guarani-Kaiowá continuam uma batalha pelasobrevivência frente ao massacre que veem sofrendo devido aos interesses dos latifúndios do gado, cana-de-açúcar e soja na região e da ameaça de perderem terras já demarcadas por causa do lobby da bancada ruralista no Congresso.

Indígenas despejados da Aldeia Maracanã sob as ordes da presidente Dilma Rousseff, do governador do Rio Sérgio Cabral e do bilionário Eike BAtista, futuro dono do espaço. Cartum de Carlos Latuff, uso livre.

Presidente Dilma Rousseff observa indígena ser retirado à força da Aldeia Maracanã pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e pelo prefeito da cidade, Eduardo Paes, sob o olhar do mascote da Copa 2014 e do bilionário Eike Batista, dono de empresa integrante de consórcio que ganhou licitação de privatização do Maracanã. Cartum de Carlos Latuff, uso livre.

Assembleia Munduruku em Jacareacanga. Foto de Ruy Sposati, usada com permissão.Os indígenas tem se revoltado também contra a espionagem ao Movimento Xingu Vivo feita pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e contra a invasão das terras Mundurukus, no Pará, feita pela Força Nacional e Exército, a fim de analisar a viabilidade da construção de usinas hidroelétricas no Rio Tapajós, único grande rio da região sem barragens. Temendo ter suas terras alagadas e o modo de vida deles afetado, os Mundurukus buscaram o diálogo, mas foram intimidados pela força da presença policial. Eles continuam resistindo.

 

Assembleia Munduruku em Jacareacanga. Foto de Ruy Sposati, usada com permissão.

O povo Munduruku ainda denunciou que representantes do governo brasileiro faltaram à reunião marcada para o dia 25 de abril de 2013 e que a força policial estava sendo usada como instrumento de intimidação, relata o jornalista Ruy Sposati ao entrevistar Cândido Waro, presidente da Associação Pusuru, entidade representativa dos indígenas, em texto publicado no site do Conselho Indígena Missionário (CIMI):

O indígena disse que, por três dias, Jacareacanga esteve sitiada. “O governo trouxe mais de 200 policiais pra cá, o pessoal da cidade viu chegar pelo menos sete caminhões, helicóptero, avião, caminhonete, carro. Ficou igual em Itaituba [local onde teve início a Operação Tapajós]”, explica [Cândido Waro]. “E queriam que uma comissão [de lideranças indígenas] saísse da aldeia e fosse encontrar com eles na cidade, cheia de polícia. E isso a gente disse que não, foi uma decisão do nosso povo durante a assembleia de que queríamos receber o governo, mas tem que ser na nossa terra e sem policiais” [afirma Waro].

“O governo disse que estava com medo de ser atacado, e os vereadores disseram que eles pessoalmente cuidariam da segurança de todos os representantes. Mas aí eles falaram que só viriam se fosse com Força Nacional, Polícia Federal dentro da aldeia, que o Gilberto Carvalho [ ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República do Brasil] falou isso pra eles” [disse Waro].

A informação de que representantes do governo brasileiro se encontraram com os indígenas foi divulgada no site oficial da Secretaria Geral da Presidência e contestada pelos Munduruku em carta aberta:

Exigimos que o governo pare de tentar nos dividir e manipular, pressionando individualmente nossas lideranças, caciques ou vereadores. Lembramos que quem responde oficialmente pelo nosso povo são as coordenações das associações Munduruku, chamadas Pusuru e Pahyhy, as entidades representativas de todas as comunidades Munduruku. […]

Também exigimos que nossos direitos constitucionais sejam garantidos, sem que sejam usados como moeda de troca. E reafirmamos: somos contra as barragens e queremos todos os nossos rios livres. E nós vamos lutar por eles.

Em abril de 2013, centenas de indígenas invadiram o Congresso Nacional buscando visibilidade para as reivindicações deles, em especial protestando contra a Proposta de Emenda à Constituição de número 215 (PEC 215), que passa o poder de demarcação das terras indígenas do Executivo para o Legislativo.

 

Fonte: União Campo, Cidade e Floresta

http://pt.globalvoicesonline.org/2013/05/10/brasil-indios-resistem-contra-desenvolvimento-liderado-pelo-estado/

Mãe Natureza e seu filho

Reflita sobre suas atitudes e pelas atitudes dos demais…

“Prisão sem muros e sem sonhos”

Achas que realmente és livre?

Abra os olhos, abra a mente… Olhe ao seu redor e veja/sinta que tudo está sendo planejado para sua alienação.

Leia e veja mais, na matéria “A Servidão Moderna”, publicada no dia 01 de Fevereiro de 2013.