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Estilingando

O show “Estilingando” é uma pesquisa que une a comicidade do palhaço, à técnica dos malabares e a ilusão da mágica. Estilingue é um palhaço ingênuo e sonhador que, através de cenas do cotidiano, encontra um mundo mágico e deslumbrante.

Partindo de ações comuns da vida, o Palhaço Estilingue aborda sensações e sentimentos como o amor, o poder, a superação e a cumplicidade.

Na lógica maluca do universo do palhaço, ele torna a simples rotina de seu dia em um verdadeiro cenário de diversão, tudo em meio as trapalhadas, cores, mágias e malabarismos cotidianos.

 

VALOR ÚNICO R$: 6,00
CRIANÇAS MENORES DE 5 ANOS NÃO PAGAM

 

ENDEREÇO:AV.REPUBLICA ARGENTINA,3430 AO LADO DO TERMINAL DO PORTÃO – PORTÃO CULTURAL

Maiores informações: (41)9776-7229

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Sorteio! 15º CBMCP – Convenção Brasileira de Malabarismo Circo e Palhaço

A 15ª CBMCP está chegando e você pode ganhar uma pré-inscrição no sorteio pelo canal Malabarize-se! Vale a pena participar mesmo se não for no evento! é fácil:

1. inscreva-se no sorteio na página do canal:
http://bit.ly/sorteio15CBMCPme

2. curta a página da 15ª CBMCP:
http://bit.ly/fb15CBMCP

3: compartilhe o vídeo a seguir em seu facebook!

4. Gostou da iniciativa? Comente aqui embaixo o que espera do evento!
Leia o regulamento completo do concurso AQUI:

 

malabarize-se

Oficina: Mecanismo de Palhaço

Estão abertas as inscrições para a oficina intensiva MECÂNISMO DE PALHAÇO, oferecida por Silvestre Neto (Palhaço Macaxeira), a ser realiada no espaço TripCirco.

O encontro, as possibilidades e a força que surgem do palhaço em seu universo embasam as atividades da oficina. A ação artística essencial está na busca e no aprofundamento das relações com o público e entre parceiros, sempre de forma desafiadora.

Visa a inovação individual, numa atmosfera leve e produtiva. trabalhando de forma simples, prática e intensa. potencializa e personifica diversos mecanismos cômicos.

Em sua base estão jogos voltados à abertura e criatividade, exercícios visando a eficácia da atuação cênica. Dinâmicas de parceria. O palhaço e a comunicação emocional. Investigação do corpo com a ferramenta cômica. Delineamento de pesquisa pós-oficina.

 

Datas das Oficinas

Sábado – 20/04 – Das 16h as 21h
Domingo – 21/04 – Das 15h as 20h
Quarta – 24/04 – Das 08:30h as 12:30h
Sexta – 26/04 – Das 08:30h as 12:30h
Sexta – 26/04 – Das 19h as 22h

Nº de Vagas: 20

 

Inscrições (GRATUÍTAS) e informações pelo e-mail, silvestrefpn@yahoo.com.br

Local: TripCirco – Av. Sete de Setembro, 2618 – Centro, Curitiba.

 

27 de Março – Dia do Circo

Comemora-se o Dia do Circo em 27 de março, numa homenagem ao palhaço brasileiro Piolin, que nasceu nessa data, no ano de 1897, na cidade de Ribeirão Preto, São Paulo.

Considerado por todos que o assistiram como um grande palhaço, se destacava pela enorme criatividade cômica e pela habilidade como ginasta e equilibrista. Seus contemporâneos diziam que ele era o pai de todos os que, de cara pintada e colarinho alto, sabiam fazer o povo rir.

Carequinha, “o palhaço mais conhecido do Brasil” – ele mesmo se intitula assim – diz que os melhores palhaços que ele conheceu na vida foram Piolin, Arrelia e Chicarrão. Essa notoriedade de George Savalla Gomes, seu verdadeiro nome, se deve muito à TV. Comandou programas de televisão, gravou vários discos, e soube tirar dessa mídia o melhor proveito. A TV, para ele, não acabou nem vai acabar nunca com o circo. Segundo Carequinha, o circo é imortal.

Denominado o “Rei dos Palhaços“, o senhor Abelardo Pinto morreu em 1973 e era conhecido no meio circense e no Brasil como o palhaço Piolin (era magro feito um barbante e daí a origem do apelido). Como Carequinha, Piolin trabalhou em circo desde sempre. Admirado pela intelectualidade brasileira, participou ativamente de vários movimentos artísticos, entre eles, a Semana de Arte Moderna de 1922.

“O circo não tem futuro, mas nós, ligados a ele, temos que batalhar para essa instituição não perecer” Frase dita por Piolin, pouco antes de morrer

 

Como surgiu o circo

É praticamente impossível determinar uma data específica de quando ou como as práticas circenses começaram. Mas pode-se apostar que elas se iniciaram na China, onde foram encontradas pinturas de 5 000 anos, com figuras de acrobatas, contorcionistas e equilibristas. Esses movimentos faziam parte dos exercícios de treinamento dos guerreiros e, aos poucos, a esses movimentos foram acrescentadas a graça e a harmonia.

Conta-se ainda que no ano 108 a.C aconteceu uma enorme celebração para dar as boas-vindas a estrangeiros recém-chegados em terras chinesas. Na festa, houve demonstrações geniais de acrobacias. A partir de então, o imperador ordenou que sempre se realizassem eventos dessa ordem. Uma vez ao ano, pelo menos.

Também no Egito, há registros de pinturas de malabaristas. Na Índia, o contorcionismo e o salto são parte integrante dos espetáculos sagrados. Na Grécia, a contorção era uma modalidade olímpica, enquanto os sátiros já faziam o povo rir, numa espécie de precursão aos palhaços.

 

No palco da história

Por volta do ano 70 a.C, surgiu o Circo Máximo de Roma, que um incêndio destruiu totalmente, causando grande comoção. Tempos depois, no ano 40 a.C, construíram no mesmo lugar o Coliseu, com capacidade para 87 mil pessoas. No local, havia apresentações de engolidores de fogo, gladiadores e espécies exóticas de animais.

Com a perseguição aos seguidores de Cristo, entre os anos 54 e 68 d.C, esses lugares passaram a ser usados para demonstrações de força: os cristãos eram lançados aos leões, para serem devorados diante do público.

Os artistas procuraram, então, as praças, feiras ou entradas de igrejas para apresentarem às pessoas seus malabarismos e mágicas.

Ainda na Europa do século XVIII, grupos de saltimbancos se exibiam na França, Espanha, Inglaterra, mostrando suas habilidades em simulações de combates e na equitação.

 

O circo moderno

A estrutura do circo como o conhecemos hoje teve sua origem em Londres, na Inglaterra. Trata-se do Astley’s Amphitheatre, inaugurado em 1770, pelo oficial inglês da Cavalaria Britânica, Philip Astley.

O anfiteatro tinha um picadeiro com uma arquibancada próxima e sua atração principal era um espetáculo com cavalos. O oficial percebeu, no entanto, que só aquela atração de cunho militar não segurava o público e passou a incrementá-la com saltimbancos, equilibristas e palhaços.

O palhaço do lugar era um soldado, que entrava montado ao contrário e fazia mil peripécias. O sucesso foi tanto, que adaptaram novas situações.

Era o próprio oficial Astley quem apresentava o show, vindo daí a figura do mestre de cerimônias.

 

Quando o circo chegou ao Brasil

No Brasil, a história do circo está muito ligada à trajetória dos ciganos em nossa terra, uma vez que, na Europa do século dezoito, eles eram perseguidos. Aqui, andando de cidade em cidade e mais à vontade em suas tendas, aproveitavam as festas religiosas para exibirem sua destreza com os cavalos e seu talento ilusionista.

Procuravam adaptar suas apresentações ao gosto do público de cada localidade e o que não agradava era imediatamente tirado do programa.

Mas o circo com suas características itinerantes aparece no Brasil no final do século XIX. Instalando-se nas periferias das cidades, visava às classes populares e tinha no palhaço o seu principal personagem. Do sucesso dessa figura dependia, geralmente, o sucesso do circo.

O palhaço brasileiro, por sua vez, adquiriu características próprias. Ao contrário do europeu, que se comunicava mais pela mímica, o brasileiro era falante, malandro, conquistador e possuía dons musicais: cantava ou tocava instrumentos.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas

 

 

“O circo é como o trem: uma coisa romântica, de uma grande ternura, do passado. É uma coisa prática para o povo. Você vai à vontade. O circo tem de ser preservado. É uma dessas coisas que jamais deveriam terminar.”  Dercy Gonçalves

O CIRCO DA VIDA

“Estamos numa montanha russa, onde ora rimos, ora choramos, é um sobe e desce.

No malabarismo cotidiano, driblamos, sacolejamos, bamboleamos e no final dessas atividades sobrevivemos, sem sequer cair sobre uma rede, andamos nas cordas num equilíbrio que se soubéssemos jamais saberíamos da coragem que fomos postos à prova, a segurança é tão grande que atravessamos de ponta a ponta, sem olhar para os lados, nem para baixo.

Damos à mão àqueles que estão inseguros para dar os primeiros passos, ensaios são realizados com o trapézio paradinho, mas quando menos esperamos, voam sozinho com as mãos e pés, às vezes até piruetas são dados, que acabamos nos surpreendendo com o que vimos.

De repente surge uma figura “inusitada” para alegrar o circo, essa figura nada mais é que o PALHAÇO, àquele que não poderia faltar.

Esse PALHAÇO com o coração cheio de amor e alegria coloca todos aos risos e acalenta o coração, coloca cores no nosso dia-a-dia, nos ensina o verdadeiro sentido da vida e as respostas das quais ficam em nossos pensamentos, ELE AS TEM.

Mas… se por um momento esse PALHAÇO tirasse sua MASCARA? Quem seria?

Seria um SER DE LUZ, que nos conduz e nos ilumina, para que o nosso CIRCO DA VIDA, não pare, que continue entre malabarismos, montanhas russas, trapézios e equilíbrio, para que possamos cada dia mais nos fortalecer, e servir nossos irmãos que tanto necessitam.

Assim é a vida onde a graça está no verdadeiro PALHAÇO, que nos dá a certeza que a vida é feita de altos e baixos e acima de tudo o AMOR e o PERDÃO equilíbrios de verdadeiros circenses que somos neste plano terreno.”

 

Texto concebido na terapia de pirâmides UFU – União Fraterna Universal, em 19/02/2013. Autor não divulgado.

Circo da vida

Vida no Circo. Dentro e fora do picadeiro

Há algum tempo venho acompanhando o programa Profissão Repórter, as terças-feiras na Rede Globo, que vem me chamando a atenção pelo tratamento de matérias do cotidiano das mais variadas profissões, sendo elas pelos “olhos da sociedade”, profissões dignas ou não.

O que é muito válido nas reportagens deste programa, são as matérias estritamente sem julgamento, os repórteres, tratam apenas da realidade, que das quais, milhões de brasileiros, como eu, se identificam.

palhaçosNo programa deste ultimo 01/11/11, não foi diferente, pois o assunto tratado foi a Vida no Circo, dentro e fora do picadeiro. Do mais conceituado e aclamado, ao mais simples espetáculo de circo e a vivência disputada dos artistas de rua, artistas estes, ao qual tenho imenso respeito e admiração, pois como mostrado na reportagem, aguentam os intemperes da natureza com graça e muita dedicação, para assim levantar um suado e merecido dinheiro que ajuda na remuneração e sustento de sua vida e/ou família.

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Minha admiração aumentou, quando me mudei para São Paulo no inicio de Agosto de 2011, e  ainda mais que tive a sorte de residir nas redondezas de onde foram feitas as gravações de rua da matéria e posso desfrutar muitas vezes desta arte, da janela do apartamento que divido com amigos que são minha família por aqui.

Por diversas vezes ficamos na janela observando os movimentosmalabarista de Rua Faz performace em cruzamento na Av. Rebouças Sp. precisos do pessoal lá em baixo, fazendo graça e levando o sorriso no rosto dos motoristas que passam  preocupados em suas rotinas mundanas, e que por alguns segundos que levam o fechar dos semáforos, tem a oportunidade de arremeter a calma e destrezas dos artista que ali se dispõem a mostrar sua arte por alguns trocados e sorrisos.

Confesso que como singelo malabarista de POI’s que sou, me vem uma vontade de juntar meu malabares e buscar um cantinho a este tão disputado espaço nos sinais de São Paulo, mas ainda não sinto-me preparado, fico apenas acompanhando os movimentos de cada artista que se apresenta lá em baixo e torcendo pela prosperidade em suas vidas.

Tenho o imenso prazer de conhecer um dos entrevistados, na reportagem, o malabarista Mae. Conheci-o a poucas semanas, para ser mais exato, no ultimo 15/10, na Mystic Tribe, na cidade de Sarapui-SP, em uma apresentação que fizemos sobre forte garoa e pisando em muita lama (risos), junto ao Grupo BIOLUMINI que vem acolhendo-me com muito carinho.

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Para quem não pode acompanhar a matéria a qual tratei nesta edição, disponibilizo a seguir os vídeos completos para que desfrutem desta realidade que muitas vezes passa despercebida sobre a aba de nossos chapeis:

Esta matéria foi de muito fácil escrita, pois me vejo contagiado pelos ensinamentos do filme O PALHAÇO, com o espetacular ator Selton Mello, que vi no dia de ontem. Para quem ainda não teve a oportunidade de ver, fica a recomendação, o filme demonstra a realidade e dificuldades de uma trupe circense pelo interiores do Brasil, demonstradas de forma cômica e que rende boas risadas.

Sinopse:

Benjamim (Selton Mello) e Valdemar (Paulo José) formam a fabulosa dupla de palhaços Pangaré e Puro Sangue. Benjamim é um palhaço sem identidade, CPF e comprovante de residência. Ele vive pelas estradas na companhia da divertida trupe do Circo Esperança. Mas Benjamim acha que perdeu a graça e parte em uma aventura atrás de um sonho.

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Circo no Beco – SP

Circo no Beco - Logo

“O Circo no Beco é um evento organizado por um grupo de pessoas interessadas na arte circense das mais diversas formas. Dispostas a trabalhar para promover a premissa fundamental da iniciativa que gerou a existência do grupo: a vontade de poder realizar espetáculos abertos a todos, promover e difundir a arte circense e seu diálogo histórico e inseparável com as outras linguagens artísticas. Fomentando a livre manifestação e a utilização dos espaços públicos, valorizando assim a Arte de Rua e a Arte na Rua.

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Esse trabalho de valorização consiste em apresentar espetáculos, com qualidade artística, utilizando técnicas circenses tais como:

  • malabares;
  • acrobacia;
  • monociclo;
  • trapézio;
  • tecido;
  • perna de pau;

entre tantas outras e também explorando outras linguagens como teatro, dança, poesia, artes plásticas, música… E sempre, como reza a tradição, passa-se o chapéu…”

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A maioria dos espetáculos são realizados na Praça Aprendiz das Letras e no Beco do Projeto Cidade Escola Aprendiz, na Vila Madalena. Rua Belmiro Braga, s/n, esquina com a Rua Inácio Pereira da Rocha. O local é de fácil acesso e a praça permite a entrada e circulação de deficientes e acontece todas as segundas-feiras, a partir das 18h e vai até as 22h (para não incomodar a vizinhança que é sempre presente nos espetáculos).

Confira algumas fotos das ações NoBECO Vila Madá.

Créditos para o fotógrafo  Lucas Augusto, responsável pelas fotos constantes nesta postagem.

Fazendo seu Swing Poi

Você é daqueles que se encanta, vendo as pessoas fazendo malabarismos com swing poi, mas não quer gastar para começar a aprender esta arte?

Darei dicas simples e fáceis, para que possa desenvolver seu próprio poi sem gastar praticamente nada.

Se depois disso, pegar gosto mesmo, ai começam as investidas em comprar Poi’s de qualidade superiores, para poder aprimorar suas técnicas. Embora não aparente, a qualidade de fabricação dos Poi’s e seus acessórios, fazem sim, toda a diferença para se aprender e elaborar várias manobras com maior facilidade.

Mas caso você esteja com “bala-na-agulha” pra comprar um Poi de qualidade, recomendo a compra com o Moisés Gama, de Curitiba/PR. Com ele você encontra uma grande variedade de produtos e que são de ótima qualidade, aprovados por grandes malabaristas, como Tony Malaba e Gustavo Ollitta

Mas não pense que ao comprar o Poi’s mais caros e de melhor qualidade, isso lhe tornará superior aos que possuem Poi’s de valores inferiores, pois o que faz a diferença mesmo, é sua determinação em treinar e buscar novas técnicas.

Os Poi’s não são objetos dotados de conhecimentos e sabedorias que passam super-poderes para suas mãos, então dedique-se para ser o melhor.

Vamos aos métodos de produção.

Materiais necessários:

Barbante, ou corda (prefira a corda ou até mesmo cadarços de tênis que não utilizes mais
Tesoura
Jornal, ou 2 bola de tênis
2 pedaços de pano
Cola (super- bonder). Se necessário.

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Antes de mais nada, você precisa saber o tamanho da corda do seu Poi.
Você deve medir do meio da palma da sua mão, até seu peito:

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Daí em diante, é só seguir o passo a passo (nas figuras não tem cola, mas recomendo utiliza-lá, após dar o nó no barbante, evitando que peso caia facilmente

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Arrume também um pedaço de meia calça velha pra fazer as dedeira ou pegadeiras (nome que preferir) do poi (pra colocar os dedos), e escolha uma das formas abaixo para segurar seu poi:

Eu particularmente, não utilizo as dedeiras, pois elas impossibilitam alguns movimento de arremesso em estágios mais avançados. Mas para quem está começando, deve utiliza-lá e ir se adaptando conforme suas necessidades de movimentos

Já tem seu POI?
Então agora é hora de treinar.

A seguir um vídeo tutorial com manobras simples:

Como fazer malabarismo

Então, vamos supor que você queira aprender a fazer malabarismo com facões enquanto se equilibra em uma prancha que está pegando fogo. Por onde começar? Bem, a não ser que queira fazer uma visita à emergência do hospital, a melhor maneira de começar é com inofensivas bolas de malabarismo. Esta seção irá ajudá-lo a aprender o truque básico da cascata com três bolas, do malabarismo de lançamento.

A maioria das pessoas que tenta fazer malabarismo sem receber instrução começa com duas bolas, uma em cada mão. Começa-se lançando a primeira bola em círculo de uma mão para a outra, normalmente da mão dominante para a outra. Depois, quando a bola chega no topo, joga-se a segunda bola para a mão que fez o lançamento e pega-se a bola lançada. Como estão sendo usadas duas mãos para mover dois objetos, isso não é realmente malabarismo de lançamento. No entanto, é a base para o truque shower, que usa três ou mais objetos. Na verdade, o truque shower é relativamente desafiador, em particular para os iniciantes.

Muito mais fácil que o shower é o truque da cascata. Os truques de cascata exigem que a bola seja lançada em círculo de uma mão para a outra e depois de volta para a primeira. O círculo de cada lançamento vai abaixo da trajetória descendente do anterior. Quando você faz malabarismo, suas mãos se movem como o número oito. Sua mão direita se move no sentido horário e a esquerda em sentido anti-horário, em lançamentos alternados. Você pode pensar que está movendo as mãos com as palmas viradas em direção a seu corpo. Isso parece complicado, mas na verdade é bem simples.

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Para começar, pegue três bolas, preferencialmente de areia que não se movem quando caem no chão, pois certamente você irá derrubá-las muitas vezes. As três devem ter o mesmo tamanho e peso. Por enquanto, deixe duas delas de lado. Posicione seus pés na mesma distância dos ombros e mantenha seus braços dobrados em um ângulo natural e confortável. Lance a bola de uma mão para a outra e depois de volta para a primeira. O topo dos arcos que as bolas formam deve ficar um pouco acima do nível dos olhos. A uniformidade é importante. A altura deve ser a mesma, não importa que você esteja lançando com a mão direita ou esquerda.

Assim que tiver entendido o lançamento, é hora de pegar a segunda bola. Segure uma bola em cada mão. Lance a bola de sua mão dominante formando um arco, assim como já praticou. Quando ela chegar ao topo, lance a segunda bola formando um outro arco que passa por dentro do caminho da bola que está descendo. Evite passar a segunda bola para a mão dominante ou lançar as duas bolas ao mesmo tempo. Você deve conseguir contar os dois lançamentos de forma distinta.

Você não será capaz de fazer um truque estável e leve usando apenas duas bolas, então, não se preocupe se ele parecer um pouco estranho. Assim que se sentir confortável começando com sua mão dominante, é hora de trocar e iniciar com sua outra mão por um tempo. Nada mais deve mudar, contanto que seus lançamentos estejam parecidos. Se perceber que está lançando as duas bolas ao mesmo tempo, você pode especificar seus lançamentos dizendo “um, dois” ou “esquerda, direita.”

 

por Jonathan Strichland.

 

Os vídeos tutoriais dispostos a baixo, servem para exemplificar (ou não rsrs) o que foi dito:

 

 

O malabarismo através da história

Há quanto tempo existe o malabarismo? Em uma tumba de um príncipe egípcio existem hieróglifos que mostram um grupo de mulheres fazendo malabarismo de lançamento. Os arqueólogos acreditam que a tumba foi construída entre 1994 e 1781 a.C. Até agora, esta é a mais antiga pintura de malabarismo já encontrada.

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A imagem está em domínio público
O trabalho artístico de uma tumba egípcia mostrando um grupo de malabaristas

As artes de Tebas, Grécia, Roma, Índia e Europa mostram malabaristas fazendo truques complexos. Anotações sobre malabaristas vêm desde 400 a.C. Uma antiga menção no Talmud descreve Rabbi Shimon ben Gamaliel, que podia fazer malabarismo com oito tochas de uma vez. Malabaristas também podem ser encontrados na antiga literatura irlandesa e norueguesa.

Na Roma antiga, parece que as pessoas consideravam muito os malabaristas. Um pouco depois, os malabaristas passaram por tempos difíceis. As pessoas começaram a considerá-los artistas imorais e trapaceiros. Anotações comparavam malabaristas com mágicos e bruxas, referindo-se a eles como manipuladores corruptos.

No período medieval, os malabaristas voltaram a ser populares na literatura e na arte. Artistas desenhavam malabaristas lançando um número improvável de tochas ou facas. Os malabaristas também eram cantores e mágicos, porque ser malabarista era o mesmo que ser um artista completo, e muitos deles ganhavam a vida viajando de uma cidadezinha até outra. O conselho de Nuremberg, na Alemanha, empregava um malabarista não apenas como artista, mas também como professor. O malabarismo havia se livrado de sua reputação desonrosa.

A partir do fim de 1700, o malabarismo também se tornou uma apresentação importante nos circos. Muitos palhaços incorporaram o malabarismo em suas apresentações, e as duas formas de entretenimento começaram a se juntar na mente do público. Malabaristas modernos costumam reclamar que o público considera o malabarismo como uma forma de entretenimento de circo.

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A imagem está em domínio público
W.C. Fields começou sua carreira na indústria

de entretenimento como malabarista

O malabarismo também teve um papel importante no entretenimento dos espetáculos de variedades no fim de 1800 e início de 1900. Um malabarista desses espetáculos, chamado W.C. Fields, mais tarde ficou famoso por seu humor negro e seu comportamento irritadiço em vários filmes. Quando os espetáculos de variedades perderam a popularidade e os circos se tornaram mais raros, os malabaristas começaram a desenvolver seus próprios espetáculos, a se apresentar nas esquinas ou a se tornar matemáticos.

Em 1947, numa convenção do International Brotherhood of Magicians (Grupo Internacional de Mágicos), um grupo de malabaristas decidiu que o mundo precisava de uma organização apenas de malabarismo. Eles fundaram a International Juggling AssociationIJA (Associação Internacional de Malabarismo) e tiveram seu primeiro festival independente em 1948. A partir de 1969, a IJA organizou campeonatos de malabarismo. As competições, depois, incluíram divisões para qualidade da apresentação, quantidade de objetos e apresentações individuais e em grupo. Em 2000, o malabarista Jason Garfield fundou a World Juggling Federation (Federação Mundial de Malabarismo), uma organização com o objetivo de assegurar a cobertura televisiva das competições de malabarismo. Hoje em dia, canais esportivos como o ESPN transmitem as competições de malabarismo para expectadores do mundo inteiro.

Segue vídeo divulgado pela World Juggling Federation, do ultimo campeonato de malabarismo, ocorrido em Springfield. Illinois – E.U.A., no período de 5 a 10 de Julho de 2011.